segunda-feira, 7 de setembro de 2020

INDEPENDENCIA DO BRASIL

A Independência do Brasil

Independência do Brasil foi declarada em 7 de setembro de 1822, quando aconteceu o Grito do Ipiranga. Foi o processo histórico de separação entre Brasil e Portugal que se deu em 7 de setembro de 1822. Por meio da independência, o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e passou a ser uma nação independente. Com esse evento, o país organizou-se como uma monarquia que tinha d. Pedro I como imperador. A independência do Brasil tem uma grande ligação com a transferência da corte portuguesa para a colônia, em 1808. Os acontecimentos que se passaram no intervalo de tempo entre 1808 e 1822 levaram ao desgaste na relação entre a elite brasileira, sobretudo a do Sudeste, com o Reino de Portugal.

A corte portuguesa resolveu mudar-se para o Brasil, no fim de 1807, para fugir das tropas napoleônicas que invadiram Portugal em represália pelo país ter furado o Bloqueio Continental. Nessa época, a rainha de Portugal era d. Maria e o príncipe regente era d. João VI, e essa medida foi uma decisão deste.

Mudanças sensíveis aconteceram no Brasil nesse período, que ficou conhecido como Período Joanino. Essas mudanças ocorreram no campo culturaleconômico e até mesmo político. A primeira medida de grande repercussão na época foi a abertura dos portos do Brasil, em 1808. Esse foi o fim do monopólio comercial que existiu durante o período colonial.

Isso era muito importante, porque, até então, os portos brasileiros estavam abertos apenas para embarcações portuguesas. A abertura desses gerou a possibilidade um leque de oportunidades econômicas que beneficiaria consideravelmente os comerciantes instalados em cidades, como o Rio de Janeiro, à época capital do Brasil.

Por meio de d. João VI, também foram tomadas medidas que permitiram a construção de universidades, teatros, bibliotecas etc. Artistas e intelectuais estrangeiros vieram para o país, e a circulação de conhecimento nele aumentou consideravelmente. Apesar disso, a situação era razoavelmente estável, com exceção de Pernambuco, que sediou a Revolução Pernambucana de 1817.

Nas relações internacionais, o Brasil posicionou-se como uma nação expansionista, uma vez que d. João VI iniciou conflitos pelo controle da Guiana Francesa e da Cisplatina (atual Uruguai). As mudanças no país eram inúmeras, mas os ventos do separatismo só foram soprar-se nele a partir de 1820.

A mudança status do Brasil, durante o Período Joanino, é claramente identificada por meio de uma ação realizada em 16 de dezembro de 1815. Nessa data, o país foi elevado à condição de reino e passou a não ser mais colônia portuguesa, mas sim parte do reino de Portugal. Com isso, esse último passou a chamar-se Reino de Portugal, Brasil e Algarves

  • Revolução Liberal do Porto

A situação de Portugal naquele momento era muito ruim, pois o país enfrentava uma crise política e econômica em consequência da invasão francesa. Para agravar a situação dos portugueses, o rei d. João VI estava no Rio de Janeiro, distante demais dos problemas da metrópole.

A burguesia portuguesa organizou-se nas Cortes, instituição política que se baseou em princípios liberais. Daí nasceu a Revolução Liberal do Porto, que defendia a realização de reformas em Portugal. A grande exigência dos liberais portugueses era que Portugal, e não o Brasil, deveria ser a sede do reino português.

Dentro desse contexto, os liberais portugueses passaram a exigir o retorno do rei para Portugal, e d. João VI não tinha nenhuma intenção de fazê-lo. Os portugueses também exigiram que o monopólio comercial fosse restabelecido no Brasil, e essas exigências demonstraram para a elite brasileira o desejo dos portugueses de restaurarem os laços coloniais com a colônia.

O rei português passou a ser ameaçado de ser destituído do trono se não retornasse, e, assim, acabou retornando para Portugal, em 26 de abril de 1821. Seu filho, Pedro de Alcântara, foi deixado no Rio de Janeiro como príncipe regente do Brasil.

Principais acontecimentos da independência do Brasil

A independência do Brasil aconteceu na medida em que a elite brasileira percebeu que o desejo dos portugueses era restabelecer os laços coloniais. Quando a relação ficou insustentável, o separatismo surgiu como opção política, e o príncipe regente acabou sendo convencido a seguir esse caminho.

As Cortes de Portugal tomaram medidas que foram impopulares aqui no Brasil, tais como a exigência do retorno do príncipe regente e a instalação de mais tropas no Rio de Janeiro. Além disso, a relação azedava também porque os portugueses tratavam os representantes brasileiros que iam a Portugal para negociar com desdém.

Quando os portugueses exigiram o retorno do princípe a Portugal, foi organizado um movimento de resistência contra a medida. Dessa forma, foi criado aqui no Brasil o Clube da Resistência, e o Senado brasileiro recebeu uma carta contendo milhares de assinaturas que defendiam que príncipe ficasse aqui.

 9 de janeiro de 1822, d. Pedro anunciou o Dia do Fico, contrariando as ordens das Cortes de Portugal.[2]

O movimento que exigia a permanência de d. Pedro motivou-o a desafiar a ordem das Cortes, e isso resultou no Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822. Na ocasião, d. Pedro anunciou publicamente que permaneceria no Brasil. Apesar de uma forte insatisfação, o separatismo ainda não era uma opção consolidada na cabeça dos brasileiros.

A relação entre Portugal e Brasil continuava ruim, e, em maio de 1822, foi decretado o Cumpra-se, lei que determinava que as medidas aprovadas em Portugal só valeriam no Brasil se d. Pedro aprovasse-as. A essa altura, a ideia de separatismo já estava bastante propagada, tanto que, em junho, foi convocada uma eleição para formação de uma Assembleia Constituinte.

O caminho do rompimento seguia a todo vapor, e a ideia de elaborar uma Constituição para o Brasil reforçava isso. A forma como d. Pedro conduziu esse processo foi bastante influenciada por sua esposa, d. Maria Leopoldina, e por seu conselheiro, José Bonifácio.

  • Declaração de independência

A situação agravou-se em agosto, quando ordens chegaram de Portugal. As Cortes atacavam os “privilégios brasileiros”, acusavam José Bonifácio de traição e ordenavam o retorno de d. Pedro. Isso fez d. Maria Leopoldina convocar uma sessão extraordinária presidida por José Bonifácio, em 2 de setembro.

Nessa sessão ficou decidido que era o momento de declarar a independência do Brasil. Uma declaração de independência foi redigida e enviada, junto às cartas portugueses, para d. Pedro. O regente estava a caminho de São Paulo na ocasião, e acabou sendo alcançado pelo mensageiro, no dia 7 de setembro de 1822.

Às margens do Rio Ipiranga, d. Pedro inteirou-se da situação, e, segundo o que ficou registrado na história oficial brasileira, foi realizado o grito pela independência do Brasil, momento conhecido como Grito do Ipiranga. Os historiadores, porém, afirmam que não existem muitas evidências que comprovem se o grito tenha de fato acontecido.

Guerra de independência do Brasil

A declaração de independência foi recebida positivamente por muitos, mas não por todos. As províncias do ParáBahiaMaranhão e da Cisplatina mantiveram-se fiéis a Portugal, e isso deu início ao que conhecemos hoje como Guerra de independência do Brasil, composta por conflitos travados isoladamente em cada província e que se estenderam até 1824.

Todas as províncias foram conquistadas pelas tropas brasileiras, e d. Pedro garantiu o controle sobre todo o território brasileiro. Depois da derrota da resistência, Portugal aceitou negociar o reconhecimento da independência brasileira via mediação realizada pelos ingleses.

As consequências da independência do Brasil

Com a independência do Brasil, o país tornou-se soberano e organizou-se com uma monarquia. Na América do Sul, o Brasil foi a única monarquia, pois as outras nações organizaram-se como repúblicas.

Dom Pedro foi coroado imperador e nomeado como d. Pedro I em 1º de dezembro de 1822. Com isso, foi inaugurado o Primeiro Reinado (1822-1831). Outra consequência da independência foi o endividamento do país, já que Portugal cobrou dois milhões de libras do Brasil como indenização.

a independência, d. Pedro foi coroado imperador do Brasil e tornou-se d. Pedro I.
LEANDRO SILVA.  PROF DE HISTÓRIA EM FORMAÇÃO PELA A UNESA.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

FRANGO A PASSARINHO É BIFE A CAVALO.

PARA SABER:

FRANGO À PASSARINHO” e “BIFE À CAVALO” – CRASE?


Afinal, essas expressões levam acento grave?NÃO!

NÃO HÁ ACENTO NESSAS EXPRESSÕES, PORQUE…

– Usa-se acento quando está subentendida a expressão “à moda/maneira de”, como em “Comi um bacalhau à Gomes de Sá” ou “Ele se veste à Gianni Versace”. Em outras palavras, dá para comer um bacalhau da maneira como Gomes de Sá comia/fazia o bacalhau e também dá para se vestir da maneira como se vestia Gianni Versace, MAS NÃO DÁ PARA comer/fazer um frango da maneira como o passarinho come o frango; AFINAL, passarinho não come frango. O mesmo vale para “Comi um bife a cavalo” (bife feito da seguinte MANEIRA: bife frito com ovo frito em cima, “montado no cavalo”!). Como cavalo não come nem faz bife com ovo em cima, não faz sentido entender que a expressão “à moda/maneira de” está subentendida antes da palavra “cavalo”, logo não há crase, pois não se come bife à moda de cavalo, assim como não se come frango à moda de passarinho. Pelo que você percebeu, o segredo está no entendimento do que significa a expressão “à moda/maneira de”. Entenda de uma vez por todas: se fosse possível subentender a expressão “à moda de” em “frango a passarinho” ou em “bife a cavalo”, isso significaria que o passarinho faz ou come o frango de uma determinada maneira, como se estivesse lançando uma maneira, uma moda de fazer ou comer o frango, mas essa ideia é absurda! O mesmo raciocínio vale para “bife a cavalo”, beleza? Para finalizar,  não existem as ridículas expressões “frango à passarinhA” ou “bife à cavalA”.

LEO TIGRE PROFESSOR DE HISTÓRIA EM FORMAÇÃO PELA A UNESA.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Por que as bruxas são retratadas voando em vassouras?

Você já deve ter visto milhares de imagens de bruxas voando sobre suas vassouras, não é mesmo? Mas você sabe de onde é que surgiu o costume de retratá-las dessa forma? As bruxas aparecem voando sobre vassouras, basicamente, tem a ver com o uso de substâncias alucinógenas. No passado, a mulherada costumava fazer preparados com várias ervas que as deixava pra lá de altas, e, como essas substâncias apresentavam diversos efeitos colaterais quando consumidas via oral, as “bruxas” usavam os cabos das vassouras para administrar esses compostos por meio de... Outras formas!

Poções mágicas


No passado, na falta de fármacos como os que temos hoje em dia, as pessoas criavam as mais variadas “poções” para tratar os mais diversos males, e experimentavam com todo tipo de coisa para descobrir quais eram os efeitos.


Durante a Idade Média era habitual usar misturas preparadas e outros para induzir ao sono e até mesmo às alucinações. Contudo, a maioria dessas ervas e fungos provocava uma série de efeitos colaterais — como náusea, vômito e alergias — depois de ingerida, e não demorou muito até que a turminha que curtia ficar alta descobrisse que todos esses problemas podiam ser eliminados se as poções fossem absorvidas através da pele.Esse pessoal também se deu conta de quais eram as partes do corpo que absorviam essas substâncias de maneira mais eficiente, que eram as glândulas sudoríparas das axilas e as mucosas da genitália feminina. Com esse conhecimento em mãos, logo a mulherada começou a produzir poções mais espessas e bálsamos, e, como as vassouras estavam sempre por perto, logo elas começaram a ser usadas com fins recreativos — por assim dizer.

Bruxas voadoras


Acontece que muitas das pessoas que produziam e usavam essas misturinhas, de acordo com relatos que existem sobre o tema  e existindo registros do século 14, 15, 16, 17., e sendo associadas com práticas de bruxaria, e diversas inclusive foram acusadas e julgadas. Assim, representações visuais da Idade Média já retratavam as bruxas acompanhadas de vassouras, assim como com outros objetos de uso cotidiano.


Então, a associação das bruxas com as vassouras. Mas e a parte de estar voando por aí sobre esses objetos, de onde é que isso surgiu? Durante os interrogatórios da época da caça às bruxas existem documentos do século 15 e 16 que comprovam isso e alguns usuários da “poção mágica” afirmavam ter a sensação de flutuar e estar voando, experiência que, evidentemente, era provocada pela ação dos alucinógenos.

Ao longo da História, muitas das “bruxas” interrogadas passaram por processos extremamente brutais e tiveram seus depoimentos analisados por indivíduos claramente tendenciosos, e um número estimado entre 50 mil e 200 mil delas foi executado. Todos esses relatos explicam de onde é que surgiu a simpática imagem das bruxinhas voando sobre vassouras.